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Toda academia de Jiu Jitsu é espaço para as mais diversas personalidades. Isso é o que faz da arte suave uma arte marcial tão rica e democrática.

Porém, todas vantagens tem seu preço. Isso porque algumas características podem fazer uma pessoa ser mal vista nos tatames, por incomodar professor e os colegas.

Primeiramente, não quero dizer que alguém que apresente essas características é necessariamente uma pessoa “má”. Muitas vezes, esses traços são observados em pessoas amigáveis e de caráter.

Porém, ser como um “desses caras” pode lhe dar uma má reputação no tatame e criar uma energia desagradável no mesmo.

Por isso, listamos aqui os 6 tipos de pessoas que incomodam qualquer aula de Jiu Jitsu.

1. O Sujo

Toda academia já teve (ou terá, em algum momento) aquele cara que não é muito ligado à sua higiene pessoal.

O famoso Sujo é aquele que possui um kimono marrom – que um dia, talvez, tenha sido branco – por raramente ser lavado.

Outra característica comum do Sujo está na limpeza dos seus pés. O Sujo caminha descalço quando vai ao banheiro e por vezes deixa “pegadas” de sujeira no tatame.

É comum que o Sujo seja um dos últimos a serem escolhidos para repetir posição e muitas vezes é evitado nos rolas.

Portanto, não seja o Sujo. Lave seus kimonos e procure estar sempre limpo quando for treinar. Do contrário, vai perceber seus parceiros de treino fingindo lesões para não ter que treinar com você.

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“Quer rolar?” “De jeito nenhum!”

2. O Falador

Enquanto algumas pessoas são mais quietas, outras são mais comunicativas. E isso é totalmente normal.

Porém, o Falador é uma espécie diferente, pois ele é capaz de falar nas horas mais desnecessárias, sobre o assunto mais aleatório.

Você reconhece um Falador quando, durante a hora da posição, você mal consegue executar uma repetição. O Falador sente prazer em corrigir todo mundo, até quando o movimento está perfeito.

E quando começa o rola é que o Falador mais incomoda:

Se está rolando, está reclamando o tempo todo “Caramba, você está forte!” “Hoje o trabalho foi puxado” “Olha lá o fulaninho batendo no mais graduado”, e por aí vai.

Já quando o Falador está de fora, ele vira o Coach de todos os parceiros de treino simultaneamente.

Comunicação é essencial para evoluir o nosso Jiu Jitsu e o de nossos parceiros. Mas, por favor, não seja o Falador!

3. O “Professor”

Já o “Professor”, por sua vez, é uma variação muito específica do Falador.

Experimente chegar nas costas de um “Professor”. É provável que, quando você estiver com um estrangulamento encaixado o “Professor” tentará olhar para você dizendo: “Espera aí, sua pegada devia estar neste outro lugar… aqui… isto… boa, acertou!”

O “Professor” é invencível. Sempre que está prestes a ser finalizado, ou tem sua guarda passada, dá um jeito de corrigir a técnica ou dizer que “assim você terá que fazer muita força”.

Se você, conseguir, de fato, finalizá-lo antes de sua “aula”, é provável que ele corrija sua técnica posteriormente ou diga que “bateu, mas não estava pegando”.

4. O “Soltinho”

Um dos sujeitos mais famosos em qualquer tatame, é o “Vamos Soltinho”.

Chamamos soltinho, no Jiu Jitsu, quando um rola é feito em intensidade menor, trocando mais posições e diminuindo a força.

O problema do “Vamos Soltinho” é que o sujeito costuma quebrar o contrato nos primeiros segundo do treino.

Após dizer que está machucado em 3 lugares diferentes e precisa treinar o mais leve possível, o “Vamos Soltinho” segura seu kimono e te balança como se a vida dele dependesse disso.

O Soltinho muitas vezes pára o rola para dizer que você está indo muito forte, após acabar de tentar te “estrangular” com cotovelo em seu nariz.

5. O Vale-Tudo

Já o Vale-Tudo é um primo-irmão do “Vamos Soltinho”.

O Vale-Tudo, geralmente, chega no treino atrasado, após o aquecimento e a longa sessão de drills e tomando suas 5 doses de pré-treino.

Muitas vezes você está cansado precisa treinar com o sujeito – já que você teve que escolher entre ele ou o “Sujo” -. Nesses casos, a sua principal preocupação é não se machucar, já que ele trata todo seus rolas como uma situação de vida ou morte.

O Vale-Tudo é perito em bate-estacas, chaves de calcanhar e estrangulamentos na cara e vai usar de todas essas armas para vencer você. Além disso, socos e cotoveladas são também muito comuns em seu repertório.

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No geral, o Vale-Tudo costuma terminar os rolas beirando a um ataque cardíaco e descansa o round seguinte, recuperando energias para abater uma nova vítima.

6. O “Eterno Voltando”

Por último, uma categoria muito peculiar, é o “Eterno Voltando”.

Ele é o cara que treina há mais tempo que todo mundo, porém ainda não conquistou seu terceiro grau na faixa branca.

O “Eterno Voltando” chega, no geral, em uma Segunda-Feira: Paga um plano anual, compra dois kimonos novos e promete que vai treinar duas vezes por dia de hoje em diante.

Porém, retorna apenas no mês seguinte, acreditando que “Agora é a hora”… e essa hora nunca chega.

Muitos deles também, comparecem em todas as Graduações, na expectativa de receber sua nova faixa, apesar de ter treinado apenas três vezes nos últimos 2 anos.

O “Eterno Voltando” é diferente dos outros 5, pois ele, no geral não atrapalha o professor ou os outros colegas. Ele atrapalha a si mesmo!

Se sentiu um “Eterno Voltando”? Leia este post para saber como retornar da melhor forma aos treinos.

Agora quero saber de você! Convive com algum desses tipos de colega? Ou já se viu sendo um deles? Responda nos comentários contribuindo com a discussão! Também não se esqueça de visitar o BJJ Nerd no Facebook, Instagram e Youtube.

Não seja um desses caras no Jiu Jitsu

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